Cris, como uma hóspede comentou, é a coordenadora do resort, o trabalho dela é limpar, mas essa mulher é tudo no hostel, faz tudo mesmo, até conciliação, pois se não fosse por ela muita gente teria ido embora devido à infestação de percevejos. Proativa, paciente, dedicada e de uma alegria, educação e carinho sem igual.
Continuarei aqui a avaliação negativa iniciada no post anterior:
Estrutura: Não tem um local nos chuveiros para apoiar sabonete. Chuveiros sem aquecer. Quartos e terraço continuam alagando com a chuva. Eu mesmo tive que desobstruir o dreno das janelas (entupido por silicone e sujeira) para diminuir o alagamento do terraço. Limpeza precária em alguns dias, vidros do terraço ensebados por dentro, goteira há tanto tempo que formou lodo onde cai, chutei uma barata morta para o meio do terraço para ver se a recolhiam até o final do dia, pois tinham "limpado" o terraço de manhã e a barata continuava lá. As mesmas panelas grudentas e queimadas de 2 anos atrás. Tem só 1 colher. No dia em que cheguei, a funcionária tinha feito comida e guardou uma das únicas panelas com a comida na geladeira, ninguém podia usar. Isso quando o funcionário não deixa prato, panela, copo sujo dentro da pia para lavar depois, no fim do turno dele, como se fosse a casa dele e houvesse uma infinidade de itens e pia para os demais utilizarem. Acabou o pó de café (oferecem café) no meio da tarde e eu avisei a gestora de reserva (para ver se ela se movia, saia comprar, pedia para o dono-ausente Fred trazer) ela saiu ver se tinha no estoque (que não existe mais, a ex-voluntária Ferrari faz muita falta) e claro que não fez nada. Depois Adriele explicou que o café é cortesia e que o dono manda não disponibilizar café para os hóspedes fazerem quando acaba, apenas serve de manhã e fim da tarde, mas eu a avisei exatamente para que ela providenciasse o pó para o fim da tarde e na manhã do outro dia.
Avisei Adriele que nestes 11 dias os ar condicionado ficou ligado o dia todo no quarto que fiquei nos dias em que a Cris não estava trabalhando e, por isso, perdia potência à noite, claro que a resposta dela foi que era impossível, que os aparelhos eram programados, que alguém alterou, que o ar não perde potência se ficar ligado 24h, enfim desisti, melhor para os hóspedes.
Não vou nem falar sobre os percevejos, só um quarto não foi infestado, mas o problema é que esta infestação está acontecendo há mais de 5 meses e o dono-ausente, Fred, não se dedica a resolver de verdade, gerando uma economia burra.
A sensação que tenho é que o hostel parece mais uma república de moleques, onde os funcionários (c/exceções) são os moradores e ninguém se importa com nada. Enfim, se a gerente e o dono não se importam, os funcionários têm a quem seguir.
De tudo que disse, nada se aplica à Cris, pessoa responsável, comprometida, que não é gerente ou dona, mas se dedica àquele lugar como se fosse dela. Ouve verdadeiramente os hóspedes, não fica arranjando desculpas ou desqualificando o hóspede que reclama, encaminha as reclamações, tenta resolver, no caso do café, ela chegou no outro dia e correu comprar o pó. Você fala que os chuveiros estão frios (realmente continuam assim) e lá vai ela tentar resolver, mexer em disjuntor, anotar sugestão de chuveiro, comprar pesticida, pesquisar como acabar com percevejos, liberar a panela que deixaram na geladeira, ajudar hóspede sem falar o idioma dele. Enfim ela não para, mal faz horário de almoço, todos recorrem a ela, mas ainda é só a funcionária da limpeza, que não tem poder e autonomia nenhuma e ainda consegue dar conta do seu serviço (que são os dias bons da limpeza).
Ah! As fotos do terraço no booking são antigas.